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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

POEMA DA MORTE DE JOAQUIM CAETANO DA SOLEDADE FILHO


POEMA DA MORTE DE
JOAQUIM CAETANO DA
SOLEDADE FILHO

ESCRITOR:
CAETANO NETO
AGOSTO/2011


Minha estrela teve um brilho
Na arte deste poema
Falando da triste sina
Deste mundo de problemas
Da morte de Joaquim Filho
Eu vou dizer o sistema
E falar nesta canção
Como foi o triste tema  

Morava no Rio de Janeiro
De quinze anos ou mais
Deixou a terra natal
Onde moravam seus pais
Foi aventurar a vida
De melhoras andava atrás
E sua sorte caiu
Nas garras dos marginais 

A sua sina cruel
Nunca pensou o Joaquim
Que a sua triste sorte
Fosse tão pesada assim
A sua vida passava
Em um momento ruim
Com uma triste amargura
Sua vida chega ao fim 

Deixou a terra querida
Em aventura da sorte
Foi para o Rio de Janeiro
Com um destino tão forte
Pensado de ser feliz
Ele abandonou o Norte
Lá mesmo na Grande Rio
Ele encontrou sua morte 

Joaquim até o momento
Ele não era casado
Morava só numa casa
Assim quase abandonado
Trabalhava a diária
Ele não era fichado
Assim levou sua vida
Até ser assassinado 

Ele foi jogar baralho
Eu acho isso demais
Ele encontrou a morte
Por causa de dez Reais
Quando estava jogando
Com pessoas ilegais
Que tiraram sua vida
Aqueles dois marginais. 

Ele lutou contra dois
Não teve bom resultado
Aqueles dois marginais
Lhe deixaram arrebentado
De socos e pontapés
Deixando todo quebrado
Até tirar sua vida
De sangue todo banhado 

É um drama muito triste
Que a gente passa na vida
Sem encontrar um parente
Longe da terra querida
Sem ninguém lhe socorrer
Esta foi a sua lida
Que chegou a falecer
Naquela hora oprimida. 

O Joaquim não resistiu
E chegou a falecer
Por que lá não tinha quem
Chegar a lhe socorrer
Os dois marginais batendo
Até o rapaz morrer
Deixando todo quebrado
É triste a gente dizer

Ele fez no pensamento
Esta triste despedida
Adeus meu pai, meus irmãos.
A minha terra querida
São Bento, onde eu nasci
Veja que hora oprimida
Porque estes são os últimos
Minutos da minha vida

Adeus Piauí querido
Colégio que estudei
Adeus ao campo de bola
Aonde tanto eu joguei
Adeus aos jardins de flores
Aonde eu tanto brinquei
Adeus todos os meus irmãos
A quem tanto eu amei. 

A justiça fez justiça
Logo entrou em ação
Localiza os criminosos
E coloca na prisão
Pagar o crime que fez
Sem dele  ter compaixão
Sem haver necessidade
Um momento sem oração 

Está na cidade Santa
Da Divina Santa Cruz
Neste reino divinal
Os anjos é quem lhe conduz
Os dedos de suas mãos
Cada um é uma luz
Hoje ele está no céu
Ao lado de Jesus. 

Seu corpo foi sepultado
Debaixo da terra fria
Nas mansões celestiais
Ele só tem harmonia
Lá na morada de Deus
Só reina muita alegria
Ao lado de Jesus
Filho da Virgem Maria.

Um comentário:

  1. Valeu pela postagem Jessé. A a família está agradecendo muito. Estou divulgando no Facebook também.

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